{"id":187,"date":"2018-05-29T11:32:17","date_gmt":"2018-05-29T14:32:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/?p=187"},"modified":"2018-05-29T15:12:06","modified_gmt":"2018-05-29T18:12:06","slug":"ecodebate-caminho-do-mar-o-filme-do-rio-paraiba-do-sul-por-juliana-de-carvalho-e-guilherme-souza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/2018\/05\/29\/ecodebate-caminho-do-mar-o-filme-do-rio-paraiba-do-sul-por-juliana-de-carvalho-e-guilherme-souza\/","title":{"rendered":"EcoDebate: Caminho do Mar: o filme do rio Para\u00edba do Sul, por Juliana de Carvalho e Guilherme Souza"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-188\" src=\"http:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/05\/post-ecodebate-300x168.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" srcset=\"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/05\/post-ecodebate-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/05\/post-ecodebate-768x430.jpg 768w, https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/05\/post-ecodebate-520x291.jpg 520w, https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/05\/post-ecodebate-740x414.jpg 740w, https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-content\/uploads\/sites\/7\/2018\/05\/post-ecodebate.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>[<a href=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/2018\/05\/28\/caminho-do-mar-o-filme-do-rio-paraiba-do-sul-por-juliana-de-carvalho-e-guilherme-souza\/\"><strong>EcoDebate<\/strong><\/a>]Foi fazendo a edi\u00e7\u00e3o de um livro sobre os cursos h\u00eddricos da cidade do Rio de Janeiro que me deparei com a hist\u00f3ria da transposi\u00e7\u00e3o do rio Para\u00edba do Sul para abastecer de \u00e1gua a cidade. Parece estranho, mas essa \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o que a maioria dos cariocas desconhece, ou n\u00e3o entende a import\u00e2ncia e o perigo do fato. Diante da minha ignor\u00e2ncia e surpresa, pensei: isso vale um filme. Assim nasceu o argumento\u00a0<i>Para\u00edba do Sul , o filme<\/i>\u00a0que mais tarde se chamaria\u00a0<i>Caminho do Mar<\/i>, por sugest\u00e3o do diretor convidado Bebeto Abrantes, inspirado em um verso do poema\u00a0<i>O Rio,<\/i>de Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto.<\/p>\n<p class=\"western\"><i>Caminho do Mar, que estreia nos cinemas do Rio e de S\u00e3o Paulo, no dia 7 de junho, na Semana do Meio Ambiente,<\/i>\u00a0n\u00e3o \u00e9 um document\u00e1rio-den\u00fancia, que quer revelar os culpados, \u00e9 um grito de alerta contra o descaso das autoridades brasileiras, frente ao desgaste de nosso meio ambiente e dos nossos recursos naturais. Em especial, a esse rio que abastece uma das regi\u00f5es mais populosas do Brasil: a regi\u00e3o Sudeste.<\/p>\n<p class=\"western\">\u00c9 natural uma rela\u00e7\u00e3o de conflito entre as cidades e o uso de suas \u00e1guas. Mas no caso do rio Para\u00edba do Sul um desastre ambiental acontece diariamente e estamos ignorando a gravidade da situa\u00e7\u00e3o. Depois do que aconteceu com o rio Doce, n\u00e3o \u00e9 alarmismo dizer que o Rio de Janeiro pode um dia acordar sem ter \u00e1gua para beber. Como disse Paulo Canedo, nosso consultor em hidrologia para o filme: \u201cD\u00f3i no cora\u00e7\u00e3o ver nossos rios sendo mortos\u201d.<\/p>\n<p class=\"western\">O rio Para\u00edba do Sul nasce em S\u00e3o Paulo, por entre um rico fragmento de Mata Atl\u00e2ntica, na Serra da Boca\u00edna, e ao longo de um bom percurso desliza das regi\u00f5es de maiores altitudes para as mais planas em meio a duas serras, a do Mar e a da Mantiqueira. Nesse percurso recebe \u00e1guas de in\u00fameros afluentes at\u00e9 desaguar no litoral fluminense, em Campos dos Goytacazes e S\u00e3o Francisco do Itabapoana. Como dados num\u00e9ricos ele tamb\u00e9m \u00e9 majestoso. Ao todo, s\u00e3o 5,5 milh\u00f5es de habitantes, sendo 1,8 milh\u00e3o no estado de S\u00e3o Paulo, 2,4 milh\u00f5es no Rio de Janeiro e 1,3 em Minas Gerais. Ao todo s\u00e3o 184 munic\u00edpios que dependem da \u00e1gua da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio Para\u00edba do Sul. Esse contingente aumenta quando inclu\u00edmos os 8,7 milh\u00f5es de habitantes da regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, uma vez que tamb\u00e9m consomem a \u00e1gua dessa bacia hidrogr\u00e1fica.<\/p>\n<p class=\"western\">No entanto, apesar da sua expressividade nacional, seja populacional seja econ\u00f4mica (det\u00eam o maior PIB \u2013 Produto Interno Bruto), o \u00edndice de tratamento do esgotamento sanit\u00e1rio \u00e9\u00a0menor que 11,3 % (Fonte: CEIVAP). Al\u00e9m desse aspecto, outros contribuem para o desequil\u00edbrio ambiental na bacia como: despejos de efluentes industriais, os in\u00fameros barramentos hidrel\u00e9tricos, os desmatamentos, o uso irregular do solo, dentre outros.<\/p>\n<p class=\"western\">Inevitavelmente, tal descaso interfere na biodiversidade aqu\u00e1tica. Em rela\u00e7\u00e3o aos peixes, o Para\u00edba do Sul ainda possui uma grande variedade de esp\u00e9cies, mas \u00e9 na por\u00e7\u00e3o terminal desse rio que as esp\u00e9cies s\u00e3o mais diversas, nos cursos m\u00e9dio inferior e o baixo Para\u00edba do Sul. Esses trechos, al\u00e9m de n\u00e3o serem industrializados, ainda possuem como rotas migrat\u00f3rias para possibilitarem a reprodu\u00e7\u00e3o dos peixes, e tamb\u00e9m rotas de escape para os peixes durante os recorrentes acidentes qu\u00edmicos, inclusive mantendo esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, como a piabanha (<i>Brycon insignis<\/i>), o surubim-do-Para\u00edba (<i>Steindachneridiom parahybae<\/i>) dentre outros. \u00c9 por esse e outros motivos \u00e9 que temos que preserv\u00e1-lo<\/p>\n<p class=\"western\">E nossa esperan\u00e7a foi darmos voz ao Para\u00edba do Sul no Green Film Festival que aconteceu durante o 8\u00ba F\u00f3rum Mundial do \u00c1gua, de 18 a 23 de mar\u00e7o em\u00a0Bras\u00edlia, e pela primeira vez no Hemisf\u00e9rio Sul. Nossa miss\u00e3o \u00e9 trazer para o debate pol\u00edtico e popular o futuro do Para\u00edba do Sul, e quem sabe alterar o curso dessa hist\u00f3ria. Parafraseando o cl\u00e1ssico filme brasileiro do mestre do document\u00e1rio Eduardo Coutinho, \u201cCabra marcado para morrer\u201d ( 1984) n\u00e3o vamos deixar o Para\u00edba do Sul ser mais um rio marcado para morrer.<\/p>\n<p class=\"western\"><em>Por Juliana de Carvalho, idealizadora e produtora do document\u00e1rio, e Guilherme Souza, depoente do filme e bi\u00f3logo do Projeto Piabanha<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>in\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/2018\/05\/28\/caminho-do-mar-o-filme-do-rio-paraiba-do-sul-por-juliana-de-carvalho-e-guilherme-souza\/\">EcoDebate<\/a>, ISSN 2446-9394, 28\/05\/2018<\/p>\n<div class=\"wpcp\">&#8220;Caminho do Mar: o filme do rio Para\u00edba do Sul, por Juliana de Carvalho e Guilherme Souza,&#8221; in\u00a0<em>EcoDebate<\/em>, ISSN 2446-9394, 28\/05\/2018,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecodebate.com.br\/2018\/05\/28\/caminho-do-mar-o-filme-do-rio-paraiba-do-sul-por-juliana-de-carvalho-e-guilherme-souza\/\">https:\/\/www.ecodebate.com.br\/2018\/05\/28\/caminho-do-mar-o-filme-do-rio-paraiba-do-sul-por-juliana-de-carvalho-e-guilherme-souza\/<\/a>.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>[CC BY-NC-SA 3.0]<em>[ O conte\u00fado da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e\/ou distribu\u00eddo, desde que seja dado cr\u00e9dito ao autor, \u00e0 EcoDebate e, se for o caso, \u00e0 fonte prim\u00e1ria da informa\u00e7\u00e3o ]<\/em><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[EcoDebate]Foi fazendo a edi\u00e7\u00e3o de um livro sobre os cursos h\u00eddricos da cidade do Rio de Janeiro que me deparei com a hist\u00f3ria da transposi\u00e7\u00e3o do rio Para\u00edba do Sul para abastecer de \u00e1gua a<a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/2018\/05\/29\/ecodebate-caminho-do-mar-o-filme-do-rio-paraiba-do-sul-por-juliana-de-carvalho-e-guilherme-souza\/\">Continue Lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":188,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-187","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=187"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":189,"href":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187\/revisions\/189"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-json\/wp\/v2\/media\/188"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bangfilmes.com.br\/caminho-do-mar\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}